Corrimento Vaginal - continuação

Um problema irritante




Chlamydia trachomatis - bactéria adquirida principalmente por via sexual (sexo oral, vaginal ou anal), mas também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante o parto natural. A infecção pela vagina pode subir para o útero e tuba uterina.

Na maioria das pacientes não existem sintomas. As manifestações clínicas, quando existentes, podem ser a presença de prurido, muco com aspecto de pus, amarelado, dor ao urinar, dor durante a relação sexual, irregularidade menstrual, sangramento entre ciclos menstruais, alterações constatadas no exame ginecológico (vagina com parede avermelhada, edemaciada, friável) e até náuseas e febre. Em um quadro mais grave, pode haver dor abdominal e pélvica de forte intensidade. Dentre as repercussões clínicas, pode haver desde dor pélvica crônica até maior chance de gravidez tubária, ou até mesmo infertilidade.



 



O tratamento é feito através de antibióticos via oral e local. Pelo fato de haver grandes chances de reinfecção, recomenda-se que novos exames sejam feitos de 3 a 4 meses após o término do tratamento. É necessário que o parceiro também seja submetido a exames e ao tratamento se for confirmada a doença. A Chlamydia não tratada ou mal-tratada causa fortes dores e problemas irreversíveis ao sistema reprodutor, podendo até deixar a pessoa estéril nos casos graves.
Em casos de gravidez, deve-se iniciar o tratamento o quanto antes. A Chlamydia pode provocar parto prematuro e complicações no mesmo, além de infecções nos olhos e pulmões do bebê no nascimento.



Algumas dicas para prevenção:

Para manter-se longe da Chlamydia, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:

• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção, cor, ou corrimento incomuns dos seus genitais ou nos do seu parceiro;
• Evite o contato com as secreções do doente. Lembre-se que a abstenção de relações sexuais com pessoas infectadas é o único meio 100% seguro de evitar o contágio por transmissão sexual;
• Utilize preservativos, mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual;
• Não compartilhe roupas, principalmente as íntimas, e toalhas com outras pessoas;
• Lave suas roupas íntimas com água fervente e sabão, e passe-as com ferro quente antes de usá-las;
• Evite utilizar banheiros públicos ou mal conservados.





Gonorréia - Também conhecida como Blenorragia, é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, cuja transmissão é por via sexual (sexo vaginal, anal e oral), podendo se manifestar também nas regiões da boca, garganta e olhos, ou ser transmitida da mãe para o filho durante o parto normal. O período de incubação é de três a sete dias. A infecção pode ser sintomática ou não, tanto da vagina quanto da uretra. Assim como a infecção por Chlamydia, é uma doença ascendente, isto é, inicia-se pela vagina, podendo causar comprometimento do útero e tubas. Pode alcançar a cavidade abdominal, fígado e baço, trazendo um quadro de dor abdominal intensa e grave comprometimento clínico.




Em mulheres os sintomas são: queimação ao urinar, corrimento vaginal amarelo-esverdeado, purulento e abundante e sangramento vaginal entre um ciclo menstrual e outro. Em homens, a infecção permanece incubada por até 30 dias e após este período, apresenta queimação ao urinar, corrimento uretral, secreção amarelo-esverdeado no pênis e dor nos testículos.

O tratamento é feito à base de antibióticos, que agem de maneira eficaz. É importante que o tratamento seja feito pelo casal, que deve manter abstinência sexual até a cura. Em casos de gravidez, a mulher deve se submeter o quanto antes ao tratamento, pois a infecção no parto pode ser grave.
A gonorréia não tratada pode causar esterilidade, dores crônicas na pelve e no abdômen, febre, epididimite e infecção no sangue e articulações.



 
 
 

 
 

 

 

 

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12 de Janeiro de 2018

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