Algumas dicas para prevenção:
Para manter-se longe da Gonorréia, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:
• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção, cor, ou corrimento incomuns dos seus genitais ou nos do seu parceiro;
• Evite o contato com as secreções do doente. Lembre-se que a abstenção de relações sexuais com pessoas infectadas é o único meio 100% seguro de evitar o contágio por transmissão sexual;
• Utilize preservativos e, principalmente, se for fazer coito anal, depois vaginal, use um preservativo para cada relação. Nunca reutilize o preservativo. Mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual;
• Não compartilhe roupas, principalmente as íntimas, e toalhas com outras pessoas;
• Lave suas roupas íntimas com água fervente e sabão, e passe-as com ferro quente antes de usá-las;
• Evite utilizar banheiros públicos ou mal conservados.
Finalizando
O corrimento vaginal pode estar relacionado com muitas patologias não citadas, como partos difíceis, ou até neoplasias, mas também pode ser uma manifestação normal na mulher. Portanto, é necessário prestar atenção ao aspecto do corrimento, se ele sempre ocorreu ou se teve início recentemente, se há outros sintomas associados, ou alguma sintomatologia no parceiro sexual. No caso de dúvida é absolutamente necessário procurar um ginecologista.
O diagnóstico do agente causador de qualquer tipo de corrimento é feito pela história clínica da paciente, aspecto (cor e ardor) e exames laboratoriais. Um ginecologista experiente pode algumas vezes dispensar os exames complementares, pois um exame ginecológico e o aspecto visual do corrimento já são suficientes para a conclusão diagnóstica. Entretanto, em alguns casos até exames de sangue são necessários.
O tratamento das infecções é feito através de antibióticos específicos, por via oral, e/ou por pomadas. Medidas como evitar banheiros públicos, usar preservativos e roupas menos apertadas, fazer higiene local (sem excessos, para não alterar a acidez da vagina) e higiene após relação sexual, entre outras, podem ajudar na prevenção das infecções. Aquelas sexualmente transmissíveis devem também ser tratadas com antibióticos específicos.
Durante o tratamento o casal deve se abster de relações sexuais e evitar bebida alcoólica. Na maioria das vezes, o tratamento é concominante ao do parceiro.
Atenção: O uso de medicações por conta própria, ou indicados por balconistas de farmácias e drogaria, pode melhorar o quadro à princípio, mas dificultam o diagnóstico preciso, e as consequências podem ser extremamente ruins e angustiantes.
Consultoria:
Dr. Alexandre Selvaggio - Ginecologista e Obstetra
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Matéria atualizada em 30 de maio de 2010 |
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