O diagnóstico da vaginose bacteriana se confirma quando estiverem presentes três dos seguintes critérios, ou apenas os dois últimos:
• corrimento vaginal homogêneo, geralmente acinzentado e de quantidade variável;
• pH vaginal maior que 4,5;
• teste das aminas positivo;
• presença de "clue cells" no exame bacterioscópico, associada à ausência de lactobacilos.
O tratamento em mulheres gestantes, ou não, é feito com medicamentos.
Durante o tratamento, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro consequente à interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, "gosto metálico na boca").
Os parceiros precisam ser tratados na maioria das vezes.
Algumas dicas para prevenção:
Para manter-se longe da vaginose e contaminação por fezes, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:
• Utilize preservativos e, principalmente, se for fazer coito anal, depois vaginal, use um preservativo para cada relação. Nunca reutilize o preservativo;
• Ao urinar ou evacuar, faça a limpeza sempre na direção da vulva para o ânus, jamais ao contrário;
• Não utilize o bidê para fazer a higiene íntima, pois pode haver risco de contaminação por fezes que ficam nos buraquinhos do chuveiro fixo do “chão” do bidê. O mais indicado é usar o chuveirinho móvel, aquele que fica na mangueirinha do chuveiro;
• Evite utilizar banheiros públicos ou mal conservados;
• Cuidado com a manipulação dos genitais.
Tricomoníase - causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis, sendo que a transmissão ocorre principalmente por via sexual, afetando a vagina e o trato urinário baixo (uretra e bexiga) na mulher, e o trato urinário baixo nos homens. Portanto, trata-se de uma doença sexualmente transmissível (DST) que acomete principalmente o sexo feminino e está relacionada à falta de higiene corporal. Pode permanecer assintomática no homem e na mulher, principalmente após a menopausa.
Pode ocorrer também através do uso comum de roupas íntimas, especulo vaginal, água de uso comum para o asseio íntimo, uso comum de toalhas e até por gotículas de secreção vaginal no assento de vasos sanitários (principalmente em banheiros públicos e mal conservados).
Calcula-se que, entre 15 e 45 anos de idade, cerca de 10% a 25% das mulheres apresentam esta infecção.

Na mulher, provoca corrimento abundante amarelo ou amarelo-esverdeado, com pequenas bolhas, mau cheiro característico, prurido e/ou irritação vulvar, vermelhidão na mucosa da vagina e ocasionalmente dor pélvica, vaginite (colpite), uretrite e etc.
No homem, a sintomatologia é mais discreta, com corrimento uretral, geralmente pela manhã, antes da primeira micção, bem como irritação da uretra. Dificilmente ocorre prostatite ou epididimite.
O tratamento é feito com medicação oral e vaginal. Em todos os casos em que se positiva o diagnóstico da infecção na mulher, deve-se estender também o tratamento ao seu companheiro, já que, sem tal cuidado, poderá surgir uma nova contaminação da mulher e perpetuação do quadro clínico apresentado.
Algumas dicas para prevenção:
Para manter-se longe da tricomoníase, algumas dicas práticas devem ser observadas com atenção no dia-a-dia:
• Evite o contato com as secreções do doente;
• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção ou corrimento incomuns dos seus genitais e do seu parceiro;
• Utilize preservativos, mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual;
• Evite banho em banheiras, principalmente as de motéis;
• Não compartilhe roupas, principalmente as íntimas, e toalhas com outras pessoas;
• Lave suas roupas íntimas com água fervente e sabão, e passe-as com ferro quente antes de usá-las;
• Evite utilizar banheiros públicos ou mal conservados.
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