Citomegalovírus
Trata-se da infecção congênita mais frequente. Estima-se que no Brasil entre 0,5% a 6,8% dos bebês nascem contaminados pelo citomegalovírus. Entre os bebês infectados, 5% a 20% apresentam sintomas ao nascimento (pneumonia, baixo peso, prematuridade, icterícia neonatal). A infecção pode provocar problemas permanentes no bebê, principalmente atraso no desenvolvimento e retardo mental.
A principal fonte de contaminação são as crianças, que adquirem o vírus em escolas ou creches e o transmitem aos demais membros da família, entre eles, as gestantes. Infelizmente, ainda não existem medicamentos eficazes para o tratamento pré-natal dos bebês contaminados pelo citomegalovírus. No entanto, alguns medicamentos podem ser utilizados logo após o nascimento com o objetivo de diminuir o risco de problemas permanentes para o bebê.
A transmissão do vírus ao bebê ocorre normalmente como resultado de uma infecção materna aguda. Caso haja o contato com o vírus, confirmado por meio de exames laboratoriais, o diagnóstico pré-natal da infecção fetal pode ser feito através da amniocentese, que pode ser realizada a partir do 6º mês de gestação.
Varicela (Catapora)
Apenas 5% dos casos de catapora ocorrem na idade adulta, fazendo com que a sua incidência durante a gestação seja extremamente rara, situando-se em torno de 5 a 7/10.000 gestações.
A gestante é contaminada pelo contato as vesículas ou secreções respiratórias de pessoas infectadas. Cerca de 14 dias após o contato, aparecem vesículas na pele, que permanecem por até duas semanas. Nas gestantes, a pneumonia é a complicação mais grave da varicela, ocorrendo em até 16% dos casos com uma mortalidade próxima de 40%, caso não haja tratamento.
A transmissão da infecção para o bebê pode ocorrer em qualquer momento da gestação. No entanto, somente a varicela adquirida até o 5º mês de gestação ou alguns dias antes do parto pode provocar problemas no bebê, principalmente neurológicos e oculares. Por isso recomenda-se a realização da pesquisa da infecção nesse período, por meio da amniocentese, quando há possibilidade da infecção materna.
A vacinação é o meio mais eficaz de prevenção da varicela congênita
Parvovírus B19
O parvovírus B19 foi descoberto por acaso em Londres no ano de 1975, porém apenas 10 anos depois, em 1985 surgiram as primeiras descrições sobre as consequências dessa infecção durante a gestação.
O vírus é encontrado com frequência em crianças em idade escolar e apresenta maior transmissão durante o inverno e verão. A principal via de contaminação é a secreção respiratória. As mulheres que trabalham fora de casa, principalmente em escolas ou lugares onde existe um contato estreito com crianças apresentam risco maior de adquirirem a infecção.
Habitualmente, a infecção não produz sintomas nas gestantes. Entretanto, quando eles ocorrem, normalmente são inespecíficos, sendo facilmente confundidos com gripe ou resfriados.
A transmissão da infecção para o bebê pode ocorrer em qualquer momento da gestação e as consequências são diversas. Na grande maioria dos casos a infecção não é transmitida ao bebê (mais de 80% dessas gestantes têm crianças saudáveis). No entanto, uma pequena porcentagem dos bebês apresenta sintomas da doença, que pode variar desde uma anemia discreta até quadros mais graves.
A possibilidade de tratamento pré-natal, realizado por meio de transfusões sanguíneas intra-uterinas, torna o diagnóstico pré-natal da infecção de fundamental importância. Como a infecção materna passa normalmente desapercebida, a infecção fetal é suspeitada pelo aparecimento de alterações no exame de ultra-som de rotina, principalmente edema generalizado no bebê. Nessas circunstâncias recomenda-se a realização da pesquisa da infecção por meio da amniocentese e avaliação do estado do bebê por meio da cordocentese.
DST´s (AIDS, SÍFILIS, HERPES)
Não existem vacinas que previnam as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), por isso é importante saber como evitá-las.
procurar ter apenas um parceiro sexual;
fazer exames periódicos;
não fazer sexo sem camisinha;
evitar contato com esperma ou secreção vaginal;
evitar contato com sangue de pessoa infectada;
não usar roupas íntimas e/ou toalhas de pessoas infectadas;
procurar um médico imediatamente se perceber sintomas incomuns (febre persistente, erupções no corpo e nos genitais, etc).
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AIDS
A AIDS tornou-se uma epidemia mundial que tem crescido em níveis alarmantes, principalmente entre as mulheres. Os sinais e sintomas da infecção durante a gestação são altamente inespecíficos, sendo comuns a vários tipos de infecção. O diagnóstico laboratorial é realizado por dois exames que utilizam metodologias diferentes. Atualmente, o teste anti-HIV faz parte da rotina de exames solicitados durante o pré-natal, o que tem contribuído para a diminuição do número de casos de transmissão congênita.
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