O médico também deverá estar disponível para atendê-la 24 horas por dia durante toda a gravidez, seja pelo telefone do consultório ou de casa, pelo bip, celular ou e-mail, e retornar o mais rápido possível. Na hipótese de não poder atendê-la pessoalmente num caso de emergência, ele deverá lhe indicar um colega de confiança. De qualquer forma, para evitar imprevistos de última hora, tenha sempre um outro obstetra guardado na manga, e que possa estar disponível num momento de emergência.
Pergunta vai, pergunta vem
Em meio a tantas dúvidas e inseguranças, nada mais indicado que um obstetra de confiança, que esteja sempre atualizado e saiba responder bem às suas questões. Ele deve esclarecer de forma clara e sincera todos os problemas, desde os mais simples até os mais delicados.
Infelizmente, algumas vezes o silêncio impera, pois a gestante não se sente à vontade para expor suas dúvidas, e alguns médicos, para que a consulta seja rápida, ignoram alguns assuntos.
Você precisa ter intimidade com o médico para não sentir vergonha, principalmente na hora de fazer perguntas e discutir qualquer detalhe, pois quem mais vai sair ganhando é você. É melhor tirar as dúvidas com quem entende do assunto e que pode lhe dar orientações corretas, que ficar fazendo comparações com a gravidez de outras mulheres, o que cria um desconforto desnecessário.
O obstetra, ao mesmo tempo, deve lhe transmitir segurança e tranquilidade, e ter paciência para ouvir todas as suas dúvidas. Não se esqueça também que você é a única pessoa que pode responder as perguntas do seu médico, portanto seja também muito clara e objetiva. Desta forma o relacionamento torna-se mais maduro e profundo.
Companhia nas consultas de pré-natal
Durante qualquer exame ginecológico/obstétrico a presença de alguém da equipe médica, como uma enfermeira ou uma assistente, é obrigatória. Assim sendo, procure investigar, junto às outras grávidas que estão na sala de espera, como são feitos os exames pelo médico que você escolheu.
Sugestão: Se você se sente bem levando alguém para acompanhá-la nas consultas, ótimo. Porém, se você tem segredos pessoais que guarda à "7 chaves" como, por exemplo, assuntos voltados ao seu relacionamento conjugal ou alguma doença que por ventura possa ter, e que quer compartilhar apenas com seu médico, esta é uma decisão que deve ser bem pensada, pois muitas vezes a "escolta" acaba se transformando numa intromissão na sua intimidade.
Segunda opinião
Embora a gravidez não seja uma doença, é uma fase que pode necessitar de cuidados especiais. Portanto, se em algum momento você sentir insegurança ou estiver insatisfeita com o atendimento pré-natal, você tem todo o direito de consultar outros médicos para pedir uma segunda opinião, ou até mesmo de trocar de médico.
Parto e maternidade
Apesar de uma gestação normal poder durar até 42 semanas incompletas, alguns médicos se apressam em marcar uma cesárea para a 38ª, e isto é o começo da frustração das mulheres que querem ter parto normal. A explicação, jamais admitida por eles, é uma só: a comodidade de não serem surpreendidos por um parto na madrugada ou no final de semana. Portanto, durante as consultas, diga qual é o tipo de parto que você deseja fazer e sinta se o obstetra pensa como você. As expectativas têm que casar.
O ideal é fazer sempre parto normal e só recorrer à cesárea em casos especiais como, por exemplo, quando o bebê é muito grande ou não está na posição cefálica, quando a gestante tem alguma doença que pode ser transmitida ao bebê durante a passagem pelo canal de parto, quando o bebê está em sofrimento, ou quando a gestante já fez duas cesarianas.
Se após ter visitado e avaliado as maternidades, você escolher alguma que o seu obstetra já trabalha, ótimo, pois o trabalho dele será facilitado, já que ele conhece toda a estrutura do hospital. Caso contrário, diga a ele quais são suas preferências para chegarem a um denominador comum.
Lembre-se que a maternidade escolhida precisa se encaixar aos seus padrões e necessidades e, é claro, garantir tanto a sua saúde, quanto a do seu bebê. Portanto, na hora de escolher a maternidade, também leve em consideração o seguinte:
Atendimento
Aspecto e limpeza de todos os setores;
Presença de neonatologista na sala de parto;
Presença de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a mãe e UTI neonatal para o bebê;
Possibilidade de alojamento conjunto e a rotina estabelecida;
Serviço de suporte ao aleitamento materno e Banco de Leite Humano;
Infra-estrutura complementar (Banco de Sangue, laboratório, ultra-som, raios-X e tomografia computadorizada).
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Você merece todo o conforto do mundo! Portanto, verifique se a estrutura hoteleira da maternidade está preparada para acolher e oferecer segurança para a sua família.
Verifique se a localização da maternidade e o trajeto até lá são favoráveis para você, pois na hora que o bebê resolver nascer você precisa chegar bem rapidinho até o local.
Quando visitar as maternidades, procure informações sobre os convênios aceitos e não se esqueça de conferir quais são os serviços inclusos no convênio, desde os essenciais até os secundários. Os custos extras costumam pegar a gente de surpresa!
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Matéria atualizada em 30 de maio de 2010 |
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