As Doenças dos rins
Os rins são os órgãos responsáveis pela filtragem do sangue e controle do volume de líquidos, mantendo sempre um equilíbrio perfeito do organismo. Eles eliminam os resíduos e excessos de açucares, gorduras e proteínas.
Quando os rins não funcionam bem, passam a reter substâncias tóxicas no organismo, o que é perigoso. Portanto, as disfunções e afecções renais devem ser combatidas prontamente. Os principais sintomas que indicam algum problema renal, são as dores nas costas, inchaços (edemas) e mudança da cor, cheiro e volume da urina. Nos casos de doenças renais crônicas, além dos sintomas característicos, pode surgir a hipertensão, que também deverá ser controlada de perto pelo médico.
As Doenças do pulmão
Qualquer gestante que sofre de uma doença do pulmão, deve ser monitorada de perto pelo médico durante toda a gravidez.
Nos casos de tuberculose e enfisema pulmonar, por exemplo, a entrada de oxigênio fica bastante reduzida, prejudicando o feto. Já nos casos de hipertensão pulmonar (não confunda com hipertensão arterial), que é provocada pela elevada pressão de sangue nos vasos pulmonares, a gravidez é contra-indica.
A asma, por sua vez, é uma doença respiratória que obstrui as vias por onde passa o oxigênio, o que dificulta, em maior ou menor grau, a respiração. Esta é uma doença que pode ser causada por uma infecção, por reações alérgicas devido à exposição à alguns produtos químicos e à poeira, por medicamentos e outros fatores.
Durante a gravidez, a gestante asmática deve tomar algumas precauções, como evitar o contato com o fumo, poeira, pelos e penas de animais, flores e outras elementos que lhe causam as crises, e também seguir fielmente as orientações do médico. Caso precise fazer viagens de carro, cujo o trajeto é por estradas de terra, é conveniente fechar os vidros e as entradas de ar, pois assim não corre o risco de respirar a poeira formada ali. Os objetos que retêm poeira (tapetes, almofadas, cortinas, bichos de pelúcia e etc), por sua vez, devem ser removidos dos locais onde a gestante permanece por muito tempo.
As Infecções
Ao passar pelo canal do parto e tomar contato com o colo do útero e a vagina, que contêm bactérias, o bebê está arriscado a contrair alguma infecção. Pode também ser infectado pela mãe, durante a gravidez, com rubéola, sífilis, aids, toxoplasmose ou doença de chagas. Em qualquer um destes casos, o bebê é levado à UTI logo após o parto e tratado com antibióticos e com um rigoroso controle da respiração, da temperatura e das perdas que ele tem através de diarréias, vômitos e secreções.
A Pré-eclampsia
A pré-eclampsia surge normalmente em torno da 20ª e 24ª semanas de gestação e é caracterizada pela pressão alta, edemas, alterações nos reflexos musculares, presença anormal de proteínas na urina e ganho de peso rápido e progressivo (aproximadamente 1 quilograma por semana) devido à retenção anormal de fluídos em lugar do acumulo de gordura, e em casos mais severos, podem surgir dores de cabeça, inchaços nas mãos e pernas, problemas de visão e dor no abdômen.
Se esta doença não for tratada, pode evoluir para uma situação mais grave, a Eclampsia, onde existe o risco de ocorrer alterações da coagulação do sangue, problemas do fígado, convulsões e até mesmo, em casos raros, a morte da mãe ou do bebê.
A pré-eclampsia é uma desordem, que pode ser verificada em cerca de 5% a 8% de todas as gestações. Os fatores de risco para o desenvolvimento da pré-eclampsia incluem, gravidez múltipla (dois ou mais fetos), diabetes, hipertensão, doenças renais e história familiar (casos de pré-eclampsia na família). Ela é mais comum em adolescentes e em mulheres com mais de 35 anos de idade, e 85% dos casos acontecem na primeira gravidez.
Gestantes que desenvolvem a pré-eclampsia, não têm nenhum sintoma no princípio, mas quando eles aparecem, a doença já está avançada. Por este motivo é que a pressão sanguínea é conferida em todas as visitas ao obstetra.
A diagnose da pré-eclampsia começa quando a pressão sanguínea for elevada e constante durante um certo tempo. Porém, se este for o único sintoma, não quer dizer necessariamente que a gestante está com a doença, pois pode se tratar de uma "hipertensão gravídica".
Além da pressão alta, a presença da pré-eclampsia é diagnosticada através do exame de urina, que detecta as altas taxas de proteína na urina. O médico também pode solicitar alguns exames de sangue para ver como está o fígado e o funcionamento dos rins, e também, se o número de plaquetas (que são necessárias para o sangue coagular) está normal.
Um caso moderado de pré- eclampsia pode ser tratado em casa. A gestante será aconselhada a ficar de cama pelo resto da gravidez e fazer uma dieta balanceada. As visitas ao médico serão mais frequentes, onde serão feitos exames de sangue e de urina, além da medição da pressão sanguínea e inspeção do estado do bebê.
Nos casos mais severos, onde surgem as cefaléias, inchaços nas mãos e pernas, problemas de visão e dor no abdômen, será necessária uma permanência no hospital. Durante este tempo serão feitos testes para verificar se o bebê está bem, além de ultra-sonografias, que têm a finalidade de medir o volume de líquido amniótico. Estando o volume muito baixo, é sinal que o fornecimento de sangue para o bebê foi inadequado, e pode ser necessário realizar o parto induzido. Quando isto acontecer, devem ser pesados os riscos de um nascimento prematuro, pois o bebê pode não estar pronto fisicamente para vir ao mundo. Antes de ser tomada a decisão, uma amniocentese pode ser realizada para verificar se os pulmões do bebê estão completamente amadurecidos. Porém, se a mãe estiver correndo algum tipo de perigo, o parto pode ser necessário antes mesmo que os pulmões do bebê estejam prontos para a vida extra-uterina.
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Matéria atualizada em 30 de maio de 2010 |
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