Corrimento Vaginal - continuação

Um problema irritante


Os mais importantes fatores que podem levar à proliferação deste fungo e o consequente aparecimento da candidíase são:

• Queda de imunidade;
• Maus hábitos na higiene pessoal - que podem disseminar os microorganismos do intestino para a vagina;
• Diabetes melitus - por provocar alta concentração de açúcar no meio vaginal e na urina;
• Uso de calcinhas de lycra e/ou nylon - cujo tecido aumenta o calor e a umidade sobre a pele, acumulando suor e impedindo a ventilação da área genital;
• Uso excessivo de absorventes – o que impede a ventilação e mantém o local sempre úmido.
• Uso de calças muito justas junto à vulva (principalmente de tecidos grossos como o jeans);
• Costume de permanecer com a roupa de banho molhada quando se vai à praia ou à piscina;
• Gravidez - Quando o aumento dos níveis de estrogênio torna o meio vaginal favorável;
• AIDS; - devido à queda de imunidade;
• Relações sexuais com um parceiro infectado - a mulher pode adquirir candidíase vaginal ou contaminar o parceiro, que passa a ser uma fonte de contágio;
• Uso de determinados medicamentos imunosupressivos, e antibióticos - por provocar um desequilíbrio entre a flora bacteriana da vagina e a flora micótica;
• Uso de anticoncepcionais orais - por aumentarem os níveis do estrogênio e baixar o pH vaginal, que tornam o meio mais sensível;
• Uso de corticóides: por alterarem o sistema imunológico, que protege nosso corpo contra as infecções;
• Menopausa - Quando ocorre a diminuição da quantidade de hormônios femininos (estrógeno e progesterona), tornando a mucosa vaginal menos resistente aos microorganismos.

O aparecimento da candidíase na gravidez e diabéticas é muito comum. Entretanto, no caso da gravidez, não prejudica a gestação, mas deve ser tratada quando muito intensa.



Ao suspeitar que tenha contraído a candidíase, a mulher deve se abster de qualquer contato sexual ou íntimo até que seu médico lhe diga o contrário, e de forma alguma deve recorrer a tratamentos caseiros indicados por parentes, amigos ou balconistas de farmácias, pois esta prática dificulta o diagnóstico correto, além de trazer grande angústia, tanto para a paciente quanto para o médico, pois é aí que aparecem os casos mais rebeldes ao tratamento.
Somente o ginecologista é que pode dar um diagnóstico preciso de candidíase e realizar o tratamento ideal, após realizar um exame clínico seguido de exame fresco da secreção. Os exames mais complexos na sua execução, consequentemente de maior custo, implicam na necessidade de pessoal treinado e ambiente propício para a sua realização (laboratórios de análises clínicas e microbiologia), como o exame de cultura - Isto para os casos específicos, rebeldes ao tratamento, por exemplo.
A determinação do pH também é importante, porque a cândida não sobrevive em pH alcalino.

O tratamento da candidíase é feito com medicamentos específicos, sob a forma de creme vaginal, e em casos mais resistentes, feito por via oral, com comprimidos. Entretanto, o mesmo deve ser diferenciado, dependendo de cada caso, evitando sempre a chamada "receita de bolo". Para isso deve-se conhecer a história mais completa possível da paciente, pois isto permite identificar e diferenciar com mais precisão os casos mais simples, como por exemplo, um primeiro episódio, como também, os casos mais complicados, como as situações de candidíase de repetição, ou ainda aqueles relacionados com outras patologias e que não responderam a tratamentos anteriores.
Para o tratamento de pacientes jovens existem no mercado óvulos intravaginais, para uso em dose única, pois nessas pacientes o uso de tratamentos tópicos por tempo prolongado leva a uma queda da auto-estima, gerando a interrupção precoce do tratamento e, consequentemente ao tratamento inadequado.




 
 
 

 
 

 

 

 

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12 de Janeiro de 2018

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