TRATAMENTO
O tratamento da candidíase é feito com medicamentos específicos, sob a forma de creme vaginal, e em casos mais resistentes, feito por via oral, com comprimidos. Entretanto, o mesmo deve ser diferenciado, dependendo de cada caso, evitando sempre a chamada "receita de bolo". Para isso deve-se conhecer a história mais completa possível da paciente, pois isto permite identificar e diferenciar com mais precisão os casos mais simples, como por exemplo, um primeiro episódio, como também, os casos mais complicados, como as situações de candidíase de repetição, ou ainda aqueles relacionados com outras patologias e que não responderam a tratamentos anteriores.
Para o tratamento de pacientes jovens existem no mercado óvulos intravaginais, para uso em dose única, pois nessas pacientes o uso de tratamentos tópicos por tempo prolongado leva a uma queda da auto-estima, gerando a interrupção precoce do tratamento e, conseqüentemente ao tratamento inadequado.
O importante é lembrar que quando a mulher faz tratamento, é necessário que o homem também seja investigado, pois se ele também estiver infectado, de nada adianta somente a mulher ser tratada.
O tratamento costuma dar resultado em quatro ou seis semanas em cerca de 75% ou mais dos casos, às vezes mais cedo. Cerca de outros 25% necessitam de um tratamento mais prolongado.
Na gravidez, é aconselhável apenas o tratamento tópico, pois os medicamentos orais não são recomendados. Além do tratamento medicamentoso, é importante frisar o cuidado com algumas medidas comportamentais, como uso de roupas íntimas de algodão e roupas mais largas, principalmente em um país tropical como o Brasil.
ALGUMAS DICAS PARA PREVENÇÃO
• Evite o contato com as secreções do doente;
• Evite parceiros que exalam mau cheiro do corpo ou genitais, isso é um dos sinais de descuido com a saúde e higiene;
• Evite múltiplos parceiros;
• Desconfie de qualquer secreção ou corrimento incomuns dos seus genitais e do seu parceiro;
• Interrompa o ato sexual caso perceba erupções no corpo do seu parceiro, além de manchas, feridas ou cortes nos genitais. Lembre-se que a abstenção de relações sexuais com pessoas infectadas é o único meio 100% seguro de evitar o contágio por transmissão sexual;
• Utilize preservativos, mas lembre-se que a camisinha ajuda a reduzir, mas não elimina totalmente o risco de contágio sexual;
• Tome banho ou pelo menos lave os genitais com água e sabão após cada ato sexual;
• Urine imediatamente após o ato sexual;
• Use roupas íntimas de algodão, evitando produtos sintéticos, inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umidade ser diminuída;
• Use sabonete neutro, em banhos diários (preferencialmente mais de um banho por dia no verão) e faça a higiene genital com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais.
Consultoria:
Dr. Alexandre Selvaggio - Ginecologista e Obstetra
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Matéria atualizada em 30 de maio de 2010 |
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